Ó Tu que és eternamente, imutavelmente e que consentes em
Te expressar neste mundo para lhe trazer uma Iluminação, um impulso novo,
Tu
estás aí, manifestando-Te cada vez mais completamente, perfeitamente; o
instrumento entregou-se e dá-se a Ti numa adesão entusiástica, um abandono
integral, Tu podes reduzi-lo a poeira ou transformá-lo em sol, ele não
resistirá a nada que não seja a Tua vontade, e nesta entrega encontram-se seu
poder e sua beatitude verdadeira.
Mas por que Tu poupas a animalidade do corpo? É por que é
necessário lhe dar tempo para se adaptar à maravilhosa complexidade, à poderosa
infinitude de Tua Força? É Tua vontade que se faz doce e
paciente, não querendo nada precipitado, deixando aos elementos o tempo para se
adaptar?... Quero dizer: é melhor assim ou é impossível de outro modo? É esta
incapacidade especial que Tu toleras com bondade, ou é esta a lei geral que faz
parte inevitável de tudo o que é para ser transformado?...
Já que é assim, pouco interessa o que pensamos disto, a
atitude apenas é importante: Devemos combater, devemos aceitar? E a atitude és
Tu quem a ditas, é Tua Vontade que a determina a cada instante. Por que prever
e combinar quando é suficiente constatar e aderir plenamente...
O trabalho na constituição das células físicas é
perceptível: impregnadas de uma considerável quantidade de força, elas parecem
dilatar-se e tornar-se mais leves. Porém o cérebro ainda está pesado e
adormecido...Eu me uno a este corpo,
divino Mestre, e clamo por Ti: não me poupes, age com Tua onipotência soberana;
em mim Tu colocaste a vontade da total transfiguração.
Extraído
do livro Preces e Meditações – A Mãe- Ed.Shakti
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